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9.9.12

resultado da votação para álbum predileto no facebook

sei que já passou mais de um mês e é verdade que qualquer um pode ver o resultado olhando e calculando lá no meu álbum do facebook, mas de qualquer maneira resolvi "oficializar" aqui no blog…

apenas lembrando: 1 "like" = 1 voto. e 1 "compartilhar" = 5 votos.

quem quiser conferir os dados aqui apresentados, rs., veja aqui!

primeiramente queria agradecer a todos que votaram (curtindo e compartilhando)… realmente… eu não esperava por 1.345 "likes" e 598 compartilhamentos (somando, ao todo 4.335 votos)!!! para alguns pode parecer pouco, mas eu fiquei muito feliz! =)

seguindo o critério acima, o ranking ficou como segue:


4o lugar com 297 votos (107 likes e 38 compartilhamentos).

obviamente o cd numa língua que ninguém entende, que não tocou em rádio e que possui uma característica musical e sonora tão diferente ficou em último lugar; mas me alegrei demais com as 107 pessoas que curtiram e as 38 que compartilharam a foto deste cd! é o cd que eu, particularmente, mais gosto de escutar.


3o lugar com 695 votos (255 likes e 88 compartilhamentos).


provavelmente as pessoas que votaram neste cd são aquelas que conhecem e acompanham meu trabalho desde 2002 e me conheciam mesmo antes de eu lançar um cd solo (coral jovem do iasp, tom de vida e novo tom). 1 coisa interessante em se tratar de música cristã, também: normalmente a gente gosta do tipo de música que se fazia na época em que nos convertemos ou passamos por algum tipo de aprofundamento espiritual. ;)

2o lugar com 1.318 votos (388 likes 186 compartilhamentos).

aqui eu já me surpreendi um pouco… até porque pelos comentários que eu li, muita gente entre os que votaram sequer têm ou escutaram este novo cd. infelizmente não tem como eu ter o dado entre os que têm os 4 cds, qual o preferido deles. por enquanto o cd "viver e cantar" vendeu 3x mais do que este e, mesmo, assim, a diferença entre os votos não é tão absurda quanto poderia ser, rs… ou seja: vocês estão gostando deste cd novo (o que me deixa muito feliz)!!! =)

1o lugar com 2.025 votos (595 likes + 286 compartilhamentos).

lá no fundo eu sabia que este cd ia ganhar, rs.! o "poemas e canções" já faz 10 anos que foi lançado; o princípio e fim apenas 3 meses; o cd em hebraico… enfim, rs.! mas este, sim, é profundamente conhecido por todos vocês, praticamente, e todos já se acostumaram com ele, também. mesmo assim, quase 50% de todos os votos é um grande feito, rs.!!! pra mim foi até um consolo, porque este cd foi um cd muito conturbado e sempre achei que ele continha muitos erros de produção, o maior deles sendo o fato dele ser tão longo…! 






resumindo: entendi e fiquei feliz com o resultado… =) agora vou fazer um com qual a música preferida de vocês do cd novo "princípio e fim"… topam?



4.5.10

minha história… até hoje… (e ela continua)

eu já contei esta história, minha história, algumas vezes nas entrevistas mais diversas… nunca, no entanto, num espaço “meu”, por assim dizer. vou tentar não me prolongar, mas sei que vai ser difícil, rs… (sejam pacientes comigo.)

comecei a cantar aos 15 anos de idade, em 1995, no grupo tom de vida de lineu soares, no colégio adventista (na época iasp, hoje unasp-c3) em que eu estudava em regime de internato na cidade de hortolândia, sp. um pouco tarde, é verdade, para quem cresceu na igreja e vem de uma família musical como a minha (com uma mãe que tem ouvido absoluto e tem como irmão o maestro e pr. williams costa jr., e com um pai que, no ano de meu nascimento, era barítono dos arautos do Rei). os que me conhecem desta época lembram: recém chegado da alemanha, desajeitado, meio nerd e sem saber falar português eu nem sabia o que era o que hoje denominamos de música cristã contemporânea ou sequer tinha alguma vez na vida segurado um microfone (eu segurava meio que como eu seguro um garfo pra comer, só muito mais tenso).

foi no iasp que aprendi a conviver com pessoas, rs… esta é a verdade. e foi lá que, pela primeira vez, senti aquilo que mais me fascinaria até o dia de hoje: a presença de D-s enquanto cantava músicas lindas que falam a Seu respeito. a tal ponto que, embora eu já tivesse tomado a decisão a respeito do que eu queria fazer da minha vida –trabalhar com literatura de língua materna num nível universitário– no ano de 1996, de uma maneira inocente, um pouco ignorante e absolutamente despretenciosa fiz um trato com D-s em relação à música cristã de que eu entraria por todas as portas que Ele me abrisse (através de uma vida de oração eu saberia se era Ele, mesmo, quem as estava abrindo) sem, no entanto, jamais bater a alguma ou, por minha força/iniciativa, abrir alguma porta.

outro momento decisivo ocorreu no ano de 2000 quando, em virtude da celebração do 17o aniversário do unasp-c2 o cantor larnelle harris (hoje talvez pouco conhecido, mas um dos expoentes da música cristã estilo inspirational que dominou a década de 80 nos estados unidos) veio ao brasil e eu fui a pessoa escolhida que deveria fazer um dueto com ele. como conseqüência à repercussão que isto causou no dia e depois, assinei, ainda em 2000, o meu primeiro contrato artístico na gravadora novo tempo (na época ainda “a voz da profecia”) que resultou no lançamento do meu primeiro cd solo “poemas e canções” que chegou da fábrica numa quinta-feira, dia 17 de junho de 2002.

somente 4 anos depois disto, em 2006, após algumas mudanças administrativas dentro da novo tempo, houve o convite para gravar um segundo cd –“viver e cantar”– que voltou da fábrica no dia 09.08.2007 (cd simples) e no dia 27.08.2007 (cd + dvd making-of).

de 2000 pra cá 10 anos se passaram (obviamente, rs.). acompanhei de perto o trabalho de 4 diferentes diretores gerais da instituição (um dos quais faleceu enquanto estava no cargo), 3 diretores comerciais, 4 diretores artísticos, 4 diretores financeiros, 4 diretores da tv novo tempo, 3 mudanças de nome e duas de logomarca desta tv, a criação do departamento de marketing, a criação do departamento de artes… tirei do plástico o microfone neumann 149 com o qual eu gravei ambos os discos resultado de uma compra mais do que arrojada de equipamento para o estúdio de audio no rio, a reforma do estúdio B (também no rio), a mudança da administração de friburgo e rio de janeiro para jacareí, a aquisição da cessão que transformou a tv novo tempo em uma tv aberta, a entrada na sky (canal 141)… em suma: vi esta instituição (que inclui uma rede de rádios com 16 emissoras, uma tv aberta, gravadora e mais um monte de coisas) crescer e mudar muito. mudar pra melhor, justamente porque uma coisa nunca mudou: o idealismo com que se trabalha neste lugar.

talvez por causa deste crescimento e por causa da visibilidade que este crescimento proporcionou nestes 10 anos dentro e fora da igreja adventista do sétimo dia, especialmente de alguns anos para cá, finalmente uma das questões mais fundamentalmente ideológicas para uma instituição como esta começou a ser posta (mesmo que não de uma maneira tão consciente): se toda expressão genuinamente artística deve, através do questionamento e da inovação levar à reflexão, como é que uma igreja tradicional vai sublinhar e assinar em baixo de algo que, por essência, precisa ser de vanguarda? e como tornar isto comercialmente viável? e olhando por este prisma não só o meu trabalho e ministério, mas tudo o que foi lançado pela novo tempo desde que ela começou a se abrir para a igreja e para o mundo como gravadora no ano 2000, talvez esta seja hoje a maior razão que eu tenho para admirar profundamente esta igreja.

nunca foi segredo, desde que comecei a gravar o cd de música judaica (intitulado “Avinu Malkenu”) que eu sonhava com uma distribuição mundial para este disco, até mesmo pelo fato deste cd não conter sequer uma palavra em português. fato é que nunca soube como isto poderia se tornar realidade e o fato de eu ter mixado e masterizado este album agora em dezembro e janeiro, lá em new york, sem nenhuma previsão de lançamento, distribuição ou qualquer outra coisa, foi apenas mais um ato de fé na história deste projeto que me acompanha mentalmente desde 2001 e que comecei a gravar em 2004 (muito antes de começar a gravar o “viver e cantar”). e à luz do fato da sony ter, justamente agora quando o cd estava ficando pronto, aberto um departamento para música cristã e o maurício ter me abordado sem eu ter precisado bater em porta alguma, quando eu ainda nem ousava sonhar com esta possibilidade, tudo parece se encaixar e fazer sentido. até o fato de eu estar gravando este cd há 6 anos já, sem terminá-lo, agora toma uma proporção diferente e encontra um significado maior.

quando a sony music brasil me abordou em relação a um contrato artístico, de maneira involuntária e subconsciente, talvez, a reação deles ao projeto de música judaica –que a princípio desconheciam– pra mim ia ser fundamental pra eu entender o plano de D-s pra minha vida como ministro da música, artista cristão, ou queira você chamar o que eu faço como quiser… isto, e eu poder continuar sendo o produtor do meu cd –com todos os benefícios artísticos e responsabilidades administrativas que isto me traz– eram os pontos cruciais através dos quais eu ia entender a direção de D-s na minha vida (ou através dos quais eu ia poder me esconder pra negar este convite, rs.; porque dá medo, viu gente?! o novo, o desconhecido, desde a antigüidade gera medo e desconfiança no ser humano). é fato que, a princípio, ambas as coisas lhes causaram um pouco de espanto (nada mais natural), mas foi incrível como este projeto e o meu projeto artístico de vida –que é assumidamente bem ideológico– foi aceito, abraçado, compreendido e enriquecido de um foco de business/comercial (o que eu antes achava simplesmente inconciliável, mas estou descobrindo que não o é).

em suma: o cd “Avinu Malkenu” tem lançamento nacional previsto pela sony em julho deste ano; pro primeiro semestre do ano que vem já estou juntando repertório e pré-produzindo um cd em português e o contrato ainda prevê a gravação de um dvd com lançamento pro ano conseqüinte (2012).

eu sei que é um texto excessivamente longo para um simples anúncio de assinatura de contrato, mas você, que teve paciência de chegar até este ponto do texto, merecia entender como isto tudo o que está acontecendo se encaixa na história da minha vida…

30.7.09

finalmente: playbacks viver e cantar!!!

enfim, galera... demorou, mas chegou. mais especificamente ontem –da fábrica– a primeira tiragem dos playbacks do cd viver e cantar... quase que nem eu o creio!


aproveito esta oportunidade para pedir desculpas pela demora em lançarmos este produto que tanto tem o potencial de abençoar pessoas. quantas pessoas não escutaram alguma música abençoadora pela primeira vez porque um bendito se dispôs a aprender e ensaiá-la com o fim de enriquecer o culto de sua igreja? D-s seja louvado por estes milhares, sim, milhões de cantores que exercem a obra de D-s em sua igreja local.

e a verdade é que D-s não tem grandes e pequenos servos, não tem grandes e pequenos ministérios; não entendo muito bem esta ânsia que tantos entre nós temos, de termos uma "GRANDE" obra a fazer. a obra é grande e/ou grandiosa não por causa de seu tamanho ou alcance, mas –e isto, sim!– por causa daquEle que nos chama e capacita para realizá-la. até mesmo porque a obra, mesmo, é de D-s e não nossa. sabe... de que adianta "pregar pras nações" (que coisa mais abstrata!) se você não consegue nem se preocupar com a necessidade muitas vezes real e palpável do seu vizinho, do seu irmão, da sua igreja local? cadê o testemunho pessoal de cada dia?

agora não importa para que D-s tenha chamado você, é necessário que você execute esta tarefa não visando o tamanho da mesma e, sim, a grandeza do D-s que o chamou. e dentro deste contexto é mister que você faça o que tiver de fazer com afinco, dedicação e –por que não?– maestria.
e é dentro deste contexto que preciso também alertá-lo quanto ao uso de mp3. simplesmente, porque a qualidade de um mp3 normalmente é 10 a 15 vezes inferior do que do cd. quando você baixa um mp3 o arquivo tem, quando muito, 4MB. no cd original cada música tem no mínimo 40MB. isto tudo é qualidade que se perde. e não é só D-s que merece o nosso melhor, não; o irmão que foi a igreja para congregar no dia em que você vai cantar, este também merece o seu melhor. e você e eu, merecemos o melhor do pastor que vai pregar e assim por diante.

passar o som, conhecer bem o playback, ensaiar bastante a música (a não ser que você tenha um problema sério de memória ou de nervosismo, decore a letra por favor, sempre que puder!) e aquecer a voz é o mínimo que você pode fazer. e sempre, tudo, sob a direção divina. sei que é um chavão, mas D-s não chama os capacitados, mas capacita os escolhidos. e capacita, mesmo! se Ele o chamou, Ele o capacitará. porque é Ele quem faz.

existem muitos lugares em que os músicos e a liderança da igreja ou os pastores vivem em pé de guerra. não cabe a mim, agora, querer analisar a fundo o porquê de tudo isto, mas vejo a necessidade de tentarmos mudar este quadro, onde isto ocorre. é muito importante que compreendamos que a música, em si, não tem finalidade alguma. a música está a serviço do culto. escolha músicas pra cantar na sua igreja que estejam em harmonia com a linguagem que ali é utilizada. é um princípio básico de comunicação: música é linguagem e não faz sentido cantar em grego para uma platéia de suecos.

não queira revolucionar a música da sua igreja ou causar escândalos na sua congregação. as pessoas não estão indo pra igreja pra ouvir você cantar, elas estão indo para adorar a D-s. e mesmo quando você já tem um trabalho e um estilo estabelecido e for convidado para cantar em uma igreja da qual você desconfia que pode não compreender bem a sua linguagem musical, adapte-se a eles o máximo que você seja capaz de o fazer, por Amor a D-s e a seus irmãos. tudo que é feito para D-s precisa ser feito por e com Amor, porque D-s é Amor. e a motivação de tudo o que for fazer precisa ser a de servir a D-s e a igreja ou congregação a que você pertence. se for melhor pro culto você não cantar ou cantar menos músicas, faça isto. se for melhor cantar mais, cante mais. esteja em afinidade com o seu pastor ou com o dirigente do culto. busque saber qual o tema do sermão e na medida do possível escolha músicas que tratem deste assunto, que sublinhem e reforcem a mensagem a ser pregada naquele dia.

é dentro deste contexto que, no playback de
viver e cantar tem duas versões da música "Ele virá" e, também, duas versões pra música "livre, enfim". e tem músicas aí que não tem condições de ter duas versões mas que, por isto, talvez não sejam aconselháveis pra todos os momentos ou todos os cultos. não porque sejam menos santas, mas pela questão da linguagem e da funcionalidade. algumas músicas funcionam mais em alguns lugares do que em outros. muitas vezes nem tem que ver com a mensagem da canção e, sim, com o nível de formalidade do lugar. sabia que a roupa às vezes ajuda na hora de escolher a música? tem lugares ou cultos para os quais você vai de calça jeans e camiseta; cante músicas "calça jenas e camiseta", rs. e tem lugares ou cultos para os quais você vai de terno e gravata; cante músicas "terno e gravata", rs... isto, claro, simplificando bastante, rsrsrs...

e, ainda... pra quem curte... escutando o playback é possível ouvir muitos detalhes que na versão com a voz principal acabavam por ficar encobertos... por isto –especialmente pra aqueles entre vocês que gostaram e continuarão acompanhando meus relatos sobre as gravações e os detalhes das músicas deste cd– o playback é uma ferramenta quase indispensável.

aproveito ainda pra anunciar que a novo tempo concordou em relançar uma versão remasterizada de
poemas e canções, talvez ainda para a expocristã, comemorando o sétimo aniversário de seu lançamento (é, galera... faz tempo!) com novidades como o playback da música "muro" e talvez o "getsêmani" sem vocal e mais algumas surpresinhas... (claro que, pra isto, vamos deixar de lado alguns dos playbacks que hoje ainda fazem parte do cd, mas que tem sido muito pouco utilizados, como "o Amor vai compreender", "pedras" e algumas outras.)

6.6.09

2. moriá

esta foi uma das últimas músicas a entrar no repertório. conheci meu conterrâneo daniel salles (vulgo “negão”) em 2002 numa turnê pelo nordeste com o novo tom, regina mota e márcia lessa (com o cd poemas e canções recém-lançado). bruno gusmão e ele estavam dirigindo o louvor na igreja em que congregamos no sábado pela manhã e, na saída do culto, ele cantou um solo. gostei tanto da voz dele que o chamei pra cantar comigo a música “creio em Ti” —originalmente gravado no cd duetos volume 1 com sérgio saas— na programação do dia seguinte.

a música que eu ia gravar dele serviria como poslúdio do cd (a ser cantada depois do "amen" extraido do "ubi caritas et amor" de lauridsen) e tinha o título (muito longo, rs) "pra entrar no coração de D-s", fiz a pré-produção dela e tudo... até que escutei a canção "moriá".

ela originalmente havia sido composta pra outra pessoa e ele a mostrou apenas pra eu dar minha opinião. normalmente quando gosto muito de uma música que algum compositor me mostra minha reação é de um período de silêncio profundo seguido do pedido: "deixe-me ouvir de novo!" após a segunda vez em que escutei, a pergunta: "você já mostrou esta música pra pessoa para quem você a compôs? quem mais já a escutou?" isto num momento já tão avançado que eu já estava concluindo as negociações com a novo tempo e prestes a iniciar a gravação do cd (sempre lembrando que passei 2 anos fazendo a pré-produção do mesmo, rs.!). até hoje a pessoa que "inspirou" esta música não sabe quem ela é —claro!— mas não me sinto tão mal por isto, porque esta pessoa até o dia de hoje também sequer iniciou o processo de gravação de um cd (ou seja: a música estaria parada até hoje).

a primeira coisa (sem ser pré-produção) a ser gravada neste cd foi a base desta música. estúdio vip do klb, 9:00am do dia 06.09.2006... a oração que iniciaria o processo de gravação de todo o cd. o piano, um kawaii 3/4, havia sido alugado para esta sessão, porque eu queria gravar com piano acústico, bateria e baixo ao mesmo tempo, ao vivo, mas em salas separadas (no klb isto é possível). 6h depois (!!!) a base estava pronta. um parto e tanto... e com o resultado não inteiramente para minha satisfação.

algumas semanas depois chegamos à conclusão que teríamos que regravar algumas bases. duas, pra ser exato. “moriá” talvez ainda poderia passar... mas o ideal seria que também fosse regravada. e o problema não posso nem dizer que foi dos músicos que a gravaram originalmente. na verdade eu havia idealizado gravar todas as bases com o mesmo time, pra ter a mesma sonoridade, etc., mas a verdade é que minha experiência como produtor (eu nunca antes havia produzido nenhum cd) era tão pouca que eu avaliei erroneamente as músicas que deveriam ser gravadas por quem. faltou uma visão mais “realista” se posso dizer isto. foi um problema mais meu, de produção e arregimentação, do que qualquer outra coisa. salvamos o piano (que foi tocado pelo cleverson pedro), mas para refazer a base a gente escolheu o rio de janeiro, onde rafael brito (meu grande parceiro neste cd) tinha muitos contatos.

sempre quis que a guitarra desta música fosse tocada pelo joão castilho (que já havia tocado quase tudo no meu primeiro cd)... tinha uma frase de guitarra que entrou na minha cabeça já na primeira vez em que escutei a música que simplesmente tinha a cara dele! eddy flash arregimentou tudo e lá estava ele, joão, às 9:00am do dia 12.10.2006 com a tele dele (de luthier, se não me engano), prontinho... e foi, novamente, a primeira música do dia. cheguei, o cumprimentei (ele e meu pai já estavam esperando... me atrasei um pouco, porque no dia anterior eu havia feito parte do vocal da gravação ao vivo do dvd do então toque no altar “D-s de promessas” no claro hall e fomos direto de nova iguaçu para o estúdio mega, humaitá —uma distância e tanto!)... ele montou as coisas dele, abrimos a sessão e falei: “cara... chamei você pra esta música, porque tem uma frase de guitarra na minha cabeça que simplesmente tem a sua cara... tinha que ser você... e o timbre é aquele, mesmo, o timbre “joão castilho”, com um pouquinho de drive”. ele riu e, com a experiência e sabedoria que lhe é peculiar, replicou: “então vamos começar por ela que a partir disso eu pego o feeling da música”. qual a frase? ainda preciso dizer?! segundo coro... vocal: “sem sangue, sem entrega” —frase “castilhiana” de guitarra, rs... o resto parecia brincadeira... foi daí até o final da música com no máximo dois cortes, fizemos só um canal. a idéia era ele achar os espaços e dialogar com a melodia; em inglês eu simplesmente diria he nailed it. desafio você a escutar novamente esta canção a partir do segundo coro. eu chamo o vocal, ele faz a frase que conduz pra minha próxima frase que chama o vocal e assim vai até o final da música... fora os efeitinhos no final da primeira estrofe (um pouco encobertos pelas cordas, mas se você se esforçar, consegue escutar bem); simplesmente fantástico. sempre lembrando que ele gravou em cima da base antiga.

como falei anteriormente, foi a última música do dia a ter sua base (re)gravada... chocolate e arthur maia... que combinação... rs.! a esta altura do campeonato (depois já de terem gravado “Ele vive” e “minha fortaleza”) eu já estava confiando tanto nesta mistura rafa + arthur e chocolate que nem assisti a gravação desta base. tomei este tempo pra escrever algumas cifras que faltavam ser escritas para as gravações que haveriam de ocorrer no restante deste dia (que, ao todo, acabou durando 20h, só dentro do estúdio!). só lembro de ter falado pro chocolate que eu queria que a bateria, no coro, tocasse a melodia, e cheguei no final pra ouvir e tinha ficado melhor do que eu imaginava possível. atenção especial pra entrada da bateria, no downbeat: é bumbo, caixa e high-hat ao mesmo tempo! nunca tinha visto isso. ele jogou mais um ás na mesa na parte “e naquele dia, a bíblia conta”... e, o que pra mim é o mais empolgante, é a ponte... high-hat aberto marcando os 4 tempos do compasso e bumbo em tempos fixos, mas completamente inesperados. a música cresce, mesmo! fora o ghost que você não escuta na mix final, mas que dá o molho pra música inteira a partir do segundo coro...!!! [os curiosos de plantão, fiquem espertos que vou deixar o canal solado da bateria no ar no myspace por somente uma semana.]

o que dizer do vocal? 21h, dia 14.10.2006, um microfone neumann U87, um avalon, o estúdio rocha (era pra ter sido o reuel, mas deixa quieto, rs.!), a mágica do adilson, 11 profissionais da voz mais do que experientes e cheios de vontade de cantar, 3h de gravação (o primeiro vocal da noite), rafa sendo “meus ouvidos” do lado de dentro da técnica e 8 canais depois, rs... tá aí o resultado. gravamos a tríade aberta (eu queria bastante harmônicos, aquele som de coral, mesmo, não de vocal) e dividimos os membros do vocal da seguinte maneira: tenores: jairo bonfim, julinho, eddy flash e felipe valente; contraltos: betânia, débora almeida carine luup e eu; sopranos: daniela araújo, marcelle e laura morena. sendo que, na verdade, de início a laura estava no contralto e a carine no soprano... mas depois fomos trocando as duas... algumas dobras de um jeito, algumas dobras de outro jeito. mantivemos sempre 4 no contralto e não no soprano, porque é ele quem faz a melodia praticamente em todo este vocal. detalhe: o arranjo não estava pronto e não tinha nada escrito. o que eu levei pronto foram o primeiro e segundo coro. a partir da modulação, houve colaborações variadas. basicamente cada um que foi dando alguma idéia que permaneceu na versão final aparece na ficha técnica como arranjador.

cordas lindamente arranjadas por clayton nunes (o mesmo que fez o arranjo pro quarteto de cordas em “presente de D-s” no poemas e canções)... lindas... sublinhando, realçando... cumprindo sua função com maestria.

esta foi a segunda música do cd em que eu pus voz. gravei imediatamente depois de ter gravado “obrigado” (antes da blacy aparecer eu gravava duas músicas por dia, rs.) e aconteceu algo curioso... a música, a esta altura do campeonato, já estava praticamente mixada, o que é simplesmente maravilhoso pra quem vai gravar voz... tudo já está no lugar certo... e, pelo menos nos meus cds, sempre canto de cor e, por isso, no escuro, pra não fica acanhado, rs. o rafa que estava me dirigindo e quando eu cheguei no primeiro coro pela primeira vez e escutei o vocal fazendo “sem sangue, sem entrega”, minha voz falhou na segunda palavra que tentei cantar. rafa parou a gravação. repete... chega no mesmo ponto... minha voz falha de novo. rafa no talk back: “pô, leo... que é que tá acontecendo, cara?!”... então, rs... aconteceu que eu fiquei emocionado... e não estava conseguindo cantar. o primeiro coro inteiro eu cantei orando e chorando... por isso as frases tão curtas. eu não sabia se ia conseguir sustentar a afinação ou se minha voz não ia falhar caso eu segurasse qualquer nota por mais tempo.

depois ainda teve a polêmica do agudo no “libertação” que tive que regravar 3 meses depois (por isto, em alguns fones, você pode ouvir som de emenda nesta parte), mas vou ser sincero em dizer que agradeço à minha gravadora por me pedir isto. o agudo rasgado (como alguns de vocês ouviram no meu myspace por um breve período) depois de no máximo 6 meses teria me dado nos nervos e eu teria me arrependido amargamente por tê-lo feito. [obs.: a gente salvou 10 versões do agudo do “libertação” e eu devo ter cantando esta frase bem umas 30 vezes até sair da maneira que saiu; então é claro que eu NUNCA vou arriscar fazer isto ao vivo (embora a gente nunca deva dizer “nunca”, rs...] ;)

22.5.09

1. é preciso apenas crer (prólogo)

a gravação original desta faixa se deu pelo quarteto arautos do Rei, no ano de meu nascimento, 1979, no então ainda vinil "não desistir". nesta época mário jorge lima, autor desta canção, era o diretor musical e pianista dos arautos, e meu pai, francisco gonçalves, era o barítono. foi a única música brasileira a ser gravada para este disco (nesta época ainda se gravava primordialmente versões).

a conheci num projeto maluco/interessantíssimo que o nelsão inventou para um culto de domingo no
iasp, em 2002, na época em que meu irmão mais velho era professor de religião lá, de montarmos um quarteto com allan breno, 1o tenor, comigo fazendo o 2o tenor, meu irmão andré no barítono e samuel campos como baixo. pra quem não sabe: samuel campos foi o primeiro baixo dos arautos do Rei em 1963. o repertório seriam músicas contemporâneas dele. a música "é preciso apenas crer" já habitava o meu inconsciente, mas foi durante os ensaios para este culto que pude compreender e constatar sua verdadeira beleza e grandeza.

esta foi uma das primeiras músicas a entrar para o repertório sendo que a pré dela foi feita ainda em 2004. esta também foi uma das músicas responsáveis pela idéia, que só depois tomou forma, de dividir o cd em 3 blocos, separando os mesmos por músicas à capella. sempre me pareceu 'a música' pra abrir o "viver e cantar", pelo significado, pela história, pela mensagem e, claro, também por esta sonoridade tão gregoriana e ao mesmo tempo brasileira que lhe é peculiar; ela parece ser de um tempo e de um lugar tão remotos quanto familiares; ela consegue soar erudita e ao mesmo tempo folclórica (na verdade a música erudita sempre pegou temas folclóricos emprestados, especialmente no período romântico).

eu a princípio queria gravar o arranjo original do mário jorge, mas resolvi, por fim, gravar a primeira estrofe no original e a segunda num arranjo novo que ficou à cargo do meu irmão andré pra criar a ponte no tempo (para uma música atemporal).

a gravação em si foi bem difícil. de todas as músicas à capella, esta foi a que não tinha nenhum andamento pré-estabelecido, nenhuma contagem, nenhuma maneira de sustentar o tom, nesta harmonia em momentos tão inesperada. comecei gravando o 2o tenor, que foi a voz que aprendi inicialmente. depois gravei o barítono, depois o baixo, depois o 1o tenor. daí eu refiz o 2o tenor. depois de editar e afinar tudo, re-escutando, não gostei. e resolvi gravar tudo de novo, que, agora, já era bem mais fácil, porque usei a versão da qual não tinha gostado como base no fone de ouvido, em cima da qual eu gravaria novamente. entre a gravação e regravação eu já conheci a blacy (minha fono) e a presença dela pro resultado e pra minha satisfação desta faixa foi fundamental.

parabéns ainda para o quarteteiro de plantão adilson k. rodrigues (o engenheiro) pela mixagem incrível! ele escreveu o volume nota por nota, voz por voz desta canção de modo a vocês poderem ouvir com clareza qualquer uma das 4 vozes em qualquer momento que desejarem.

introdução...

eu prometi há muito tempo iniciar uma sequência de comentários a respeito de cada música do meu (por enquanto) mais recente cd "viver e cantar"... creio que a maioria de vocês sequer lembra disto, dado a demora em eu cumprir esta promessa (deve ter sido bem lá no início, na criação deste blog e do meu myspace); mas agora que finalmente (!!!!!!!) o lançamento do playback está prestes a se tornar realidade, vai dar pra vocês ouvirem e repararem em alguns detalhes que a voz principal às vezes encobre um pouco, na mixagem.

não... na verdade nem é isto, não, rs... é que eu criei vergonha na cara, mesmo, rsrsrs...!

1.5.08

antes...

eu sei que já faz um tempinho que eu prometi uma descrição(/análise?!) do cd viver e cantar... mas, além de estar(/ser) um pouco enrolado, queria também aproveitar pra "aquecer" vocês um pouquinho...

já está disponível pra vocês ouvirem, no myspace, a versão só de cordas da música "somente Seu, Senhor"... realmente é um dos arranjos que eu mais gosto neste cd. e é interessante, porque a primeira vez em que escutei esta orquestração -a orquestração da minha primeira música- na passagem de som no aire borne em indianápolis, com meu tio (autor da orquestração) regendo (foi a primeira música cujas cordas a gente gravou naquele disco) eu sou sincero em dizer que me emocionei. a primeira vez em que ouvi a construção da tensão na ponte (na mixagem final nem dá pra sentir isso direito) admito que verti algumas "lagrimazinhas"... a segunda estrofe inteira, também... como ele vai traduzindo a letra em cordas... no getsêmani como aqui, também! mas a genialidade vem à tona, mesmo, no segundo 00:58... "perdendo ao tentar me encontrar"... que retórica maravilhosa... serei eternamente grato ao meu tio por esta orquestração e ao evaldo pela harmonia desta música. D-s sabe, mesmo, o que faz. Ele sabia, mesmo, que com estas duas coisas Ele poderia tocar com mais facilidade e mais profundamente o coração de tantas pessoas...


ps.: é evidente que quando você sola um canal, assim, principalmente quando tem base tocando junto e quando se trata de 44 músicos, com os fones numa razoável altura você vai ter um vazamento do click e/ou da base...

pps.: vai uma atenção especial também para o piano (tocado por evaldo vicente que também tocou getsêmani) principalmente na modulação depois do primeiro coro e pro baixo do andré rodrigues na ponte... maravilhoso!

9.4.08

troféu...

seria óbvio dizer, citando até o pessoal do trazendo a arca a primeira vez em que receberam um troféu destes, que troféu de verdade são as almas ganhas pra Jesus. mas mesmo assim agradeço pelo reconhecimento e, principalmente, por cada um que votou a meu favor. compreendo cada voto no troféu talento como um voto de confiança de que estou tentando fazer o meu melhor para a honra e glória de D-s. vai aí um agradecimento especial pra todo mundo da comunidade de orkut. acho que devo isto às campanhas de vocês, hein? rs... valeu, de verdade... que D-s seja louvado, através de também isto.

19.2.08

"temporada de novidades no myspace"

rsrsrs... é... já começou... tô começando de leve pra ver como vai ser a reação. 

como anunciado eu vou, dentro dos próximos dias, começar a postar no www.myspace.com/leonardogoncalves7 raridades, curiosidades e novidades na parte das músicas... lá vocês vão poder encontrar, já agora, uma faixa só com as cordas da música getsêmani. por mais escondido que esteja no cd (em meio a tantos outros elementos da produção) este é meu arranjo de cordas predileto, possivelmente incluindo os dois cds ('poemas e canções' e 'viver e cantar'. é incrível quando você percebe que as cordas sozinhas, sem acompanhamento e sem auxílio de letra, contam a mesma história de Amor que a música tenta retratar. primeira estrofe, primeiro coro e segunda estrofe... isso é MUITO mais do que uma "caminha" de cordas. é a história da redenção. literalmente e em, quem sabe, seu melhor exemplo o "toque de mágica" do pr. e maestro williams costa jr., meu querido tio willy. que D-s o abençoe cada dia mais para Sua honra e glória.


ps.: cantei no sábado numa igreja adventista (bela vista, guarulhos) num famoso programa "ja" (jovens adventistas); foi meu primeiro programa inteiro numa iasd (igreja adventista do sétimo dia) desde o lançamento em agosto, por incrível que pareça. fiquei tão feliz! foi maravilhoso. adorei. pena que, aparentemente, tão poucos adventistas estejam comprando o novo cd. depois de um mês de janeiro inteiro cantando em outras denominações tive a nítida impressão de que nas outras igrejas tem mais gente com o cd novo do que na igreja adventista... vai entender! rs...

pps.: pessoal de manaus... já se preparem pra sábado! podem começar a orar pra que seja uma bênção (isso se vocês já não estiverem fazendo isto).

15.2.08

indicação...

é... não é que me indicaram ao troféu talento? interessante... depois que meu primeiro cd passou absolutamente desapercebido pela banca examinadora, rsrsrs.! (isso em 2002/2003)... enfim... vai entender! 

a grande surpresa na verdade foram as categorias... revelação? destaque?! cantor do ano?!?! ... bem... acho que nunca imaginei que isto pudesse acontecer... não que eu acredite que eu de fato vá ganhar algum, afinal, é voto popular! e não creio que meu modesto (mas maravilhoso) público acompanhe assiduamente a votação para este troféu, mas... valeu! e muito... até pela divulgação... 

reconhecimento... é gostoso até, mas não necessário neste mundo... quero ser reconhecido depois... muito depois. por ter lançado a semente no coração de pessoas com as quais eu terei uma eternidade pra desfrutar... a gente raramente colhe por aqui... aliás... raramente somos nós que colhemos os frutos da semente que lançamos. e tá certo. até mesmo porque lançar a semente é um privilégio muito maior do que colher...

mas foi maravilhoso rever amigos... e -pela primeira vez- ver o nani cantar (que música sensível... e linda!). e o trazendo a arca...!? sem comentários. enfim: maravilhoso.

outra alegria foi a indicação do baruk.